terça-feira, 25 de agosto de 2009

Corrida

terça-feira, 25 de agosto de 2009
Autor: Eddie J.K.
Classificação: L
Obs: Inspirado pela música "Acredito em Anjos"
da banda Nova Bossa.




Estou correndo, estou correndo; por dentre de campos abertos, por dentre de sonhos imagináveis. Estou deixando o passado para trás, apenas levando comigo certas lembranças, aprendizados, que podem me impulsionar para mais longe.

Persigo o pássaro verde, procuro o pote de ouro. Cadê? Algum dia irei achar a minha paz, a minha felicidade? Cadê o meu sol?

Acredito em anjos, acredito que as nuvens acima me aguardam; acredito que há alguém nesse mundo para mim, alguém que pode viver essa eterna solidão ao meu lado.

Você me disse que ama, mas não o amo. Eu te disse que eu te amo, mas você não me ama. Alguma vez nós encontraremos nessas contradições? Alguma vez nos encontraremos nesses parágrafos?

Talvez não seja você, talvez seja. Como irei saber? De espirito jovem, ainda corro sem sentido e sem nenhum plano, corro entre chuvas e tempestades, entre dias ensolarados e arco-iris; mas nunca paro.

Nada pode me fazer parar.

Por isso, tropeço e tropeço, mas nunca caio para trás, estou sempre correndo, correndo; até chegar no final, onde finalmente correrei para os braços quentes e reconfortantes da Morte.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mar Revolto

terça-feira, 11 de agosto de 2009
Autor: Eduarda
Classificação: 14+





Seu coração batia rápido, acelerado como sua respiração, um frio passando por sua espinha e suas mãos – encharcadas de suor e um liquido vermelho, quente e denso. Era sangue.

Fechou os últimos botões de seu sobretudo, escondendo sua blusa manchada de sangue. No seu bolso, a arma de metal pesava toneladas. Fechou os olhos e pôs-se a deslizar na parede, sentando no meio-fio. Tentou se acalmar respirando lentamente, sentindo o cheiro salgado do mar das docas invadir seu corpo. O mar lhe dava uma sensação de paz, e logo, logo, seu coração não estava martelando em seu peito.

Lembrava-se do que havia acontecido; tudo parecia ser como um filme passando por detrás de suas pálpebras. Joaquim fechou os olhos e as memórias vieram em sua cabeça, vividas e perturbadoras.

Estava sentado em uma poltrona em frente a uma lareira. Olhava para o relógio, impaciente, e depois para a porta, ansioso. Esperava, esperava, esperava; podia ouvir cada rangido daquela casa e o pêndulo do relógio escoava em todos os cantos, o “tic... tac...” repetia-se eternamente pelo ar. Uma vez ou outra tirava o revolver do bolso e o examinava, conferindo se as balas estavam ali, e voltava a guarda-lo.

Finalmente, ouviu passos vindos do assoalho do corredor, e logo a porta abriu, rangente. Uma mulher alta, loira de cabelos que lhe caiam nas costas de maneira bagunçada e de intensos olhos azuis apareceu, rindo e beijando um homem duas vezes maior que Joaquim, ombros largos e queixo protuberante. Ora, quem diria que sua esposa estaria cometendo adultério com o amigo de infância do homem?

Joaquim pigarreou, anunciando a sua presença no recinto. Pareciam tê-lo notado; os dois pararam abruptamente quando viram que Joaquim encontrava-se ali, com um sorriso estranho no rosto.

-Joaquim...? - disse sua mulher, com a voz ofegante.

Sua mulher e seu melhor amigo... Sua mulher e seu melhor amigo...”, pensava constantemente. Sentia uma vontade de rir, rir de si mesmo por ser bobo ao pensar que os dois eram fiéis a ele.

-Me desculpe... Foi algo que aconteceu, não era algo que queríamos... - seu amigo balbuciava, tropeçando em palavras.

Sem pensar e sem dar explicações, sacou o revolver e atirou nos dois, abafando o barulho ensurdecedor com a almofada. Os dois corpos caíram sem vida no chão com um baque surdo, com os olhos vidrados e assustados, os lábios entreabertos pelo grito silencioso que nunca saiu de suas bocas.

Não se importava que tinha acabado de cometer dois homicídios. Nada mais lhe importava – tudo que tinha significado era seu amor pela sua mulher e por seu melhor amigo, mas agora Joaquim soube que isso também fora insignificante; era tudo apenas uma farsa, uma enorme peça de teatro.

Foi até o canto da sala, cantarolando a música da primeira dança dos noivos em seu casamento, saltando pelos dois corpos no chão como se fossem meros objetos. Chegou até o corredor, onde havia deixado uma garrafa de querosene, e a trouxe até a sala. Espalhou querosene por todo lado, fazendo questão de encharcar os dois corpos naquele liquido. Assim que o galão já estava vazio e a música havia acabado, jogou o recipiente para o lado e dirigiu-se até sua mulher – quer dizer, ex-mulher – e quis tirar-lhe a aliança. Não conseguiu.

-Sem pressa, sem pressa... - sussurrava para si mesmo - Não tenho pressa...

Voltava a cantarolar a música. Como não conseguia, pegou uma faca e cortou o dedo anelar de sua mão, retirando a aliança de seu dedo e colocando-a no bolso. Jogou o pedaço de seu dedo no chão, acabando por sujar sua blusa de sangue. Deu de ombros e levantou-se, olhando ao redor. Algumas faíscas jorravam para fora da lareira, e pouco a pouco, foram queimando umas fotos largadas no chão; o fogo aumentava de uma forma ameaçadora, criando rastros e labirintos por todos os lados.

Joaquim não se importou que estava pondo fogo na própria casa. Saiu de lá, sem antes pegar o guarda-chuva por causa da chuva que começava a cair. Caminhou por um tempo, e logo viu a casa inteira começar a sucumbir pelo fogo que aumentava. Os vizinhos acordaram, assustados, berravam freneticamente, corriam pelo telefone para chamar os bombeiros ou corriam pela rua; mas ninguém parecia notar numa figura que andava meio apressado e meio devagar, cantarolando uma melodia dos Beatles no meio de toda aquela berraria.

Agora, sentado no meio fio perto das docas, Joaquim pegou o anel ensangüentado no bolso e viu este reluzir na fraca luz vinda do poste. Sorriu, e quem ria por ultimo ria melhor. Jogou o anel no mar, esperando que este fosse levado embora – assim como o amor e a vida de sua esposa.

domingo, 2 de agosto de 2009

E com vocês, os Dorgados;

domingo, 2 de agosto de 2009


'coloniaferas 012



Abras um livro.


Abriste?

Agora deixes que as imagens venham em tua cabeça e dominem tua mente, deixes que as personagens te iludam e deixes que as palavras, como veneno, enlaçem teu coração e não lhe deixe escapar.

Agora, que estas preso em uma gaiola invísivel, recline-se na cadeira e aproveite, pois a história está prestes a começar...



O grupo Escrita DORGAS foi primeiramente criado na oficina de escrita da Colônia de Feras Kinderland de 2009. O grupo logo se reuniu, animado, e quando vimos - já eramos grandes amigos.

Quando soubemos que a colônia ia ser suspensa, ficamos profundamente tristes; e resolvemos achar um meio de continuarmos juntos, fazendo o que mais adoramos; escrever. Portanto, como estamos na era da internet, tivemos a idéia de criar um blog - e aqui estamos!

Somos apaixonados por escrever, e óbvio, esse blog contará com nossos contos, histórias, crônicas, poemas e muito mais. Os autores? Várias mentes que pensam diferente mas agem igual; que possuem seus corações na ponta da caneta e a alma no papel.





REBECCA
a.k.a BEQUI


Nome: Rebecca Louise F. Rowland, mas gosto muito mais de ser conhecida como Bequi Raiky.
Idade: 15 anos .__.

Gosto muito de ler textos irônicos, ironia santa ironia.
Embora meu gênero favorito seja a ironia, o que eu tenho mais facilidade para escrever são textos góticos e eróticos (não necessariamente juntos xD). Podemos dizer que meus textos são muito mais vermelhos, pretos e azuis. Minha fonte de inspiração são as rosas, sensuais e solitárias, fornecem beleza e dor etc... Também me ajuda escrever ouvindo música.

Meu escritor ídolo: Luíz Fernando Ver!ssimo S2.



BRANCA

Então, meu nome é Branca (é sério), tenho 16 anos e escrevo durante as aulas de física. Leio compulsivamente, de bula de remédio a Balzac. Gosto de quadrinhos. Me ensinaram línguas demais pra eu conseguir falar alguma direito. Quando eu crescer eu quero dar uma de Proust, comer um bolinho e revolucionar a literatura. Ou virar cineasta ou astronauta, ainda não decidi.



FELIPE
a.k.a CHAMEQUINHO

Meu nome é Felipe Chamequinho, tenho 16 anos e só descubro o que escrevo quando estou realmente escrevendo, é do momento. Não tenho grandes aspirações, a escrita é como uma terapia, me dá prazer ( ainda mais quando faz o próximo sentir o mesmo ) e faz com que eu coloque pra fora a minha imaginação. Tento evitar a repetição, mas por mais que eu tente evitar, ela não deixa com que eu evite e acaba fazendo algo que evite o proximo de evitar uma crítica...



EDUARDA
a.k.a EDDIE J.K.

O nome é Eduarda, mas nomes não importam - são apenas feitos para sermos chamados. Sou apenas uma pessoa que segura a caneta ou digita fervorasamente, sou apenas uma icógnita dentro de meus textos; nunca me veem, mas sempre estou lá, detrás das sombras dos personagens e o fogo de suas paixões.

Sou inspirada por Tim Burton, o correr dos ponteiros de um relógio e as emoções a flor da pele e escondidas dentro da alma.

Tenho 14 anos e sou carioca - e escrever não é apenas minha paixão. É minha (dorga) droga.



JOÃO GABRIEL
a.k.a JOGATE

Meu nome é Jogate,vulgo João Gabriel...

Ahh sei lá falar de mim é muito complicado... Gosto de escrever sobre tudo, mas não escrevo bem sobre nada, sempre achei que escrever para mim fosse uma terapia.

Queria falar para vocês que para mim é uma grande satisfação estar escrevendo ao lado de pessoas tão ilustres na minha vida, pessoas que já tem uma importância sem tamanho, pessoas que sei que no futuro serão o que pretendem ser.

Não tenho um estilo ou algo do tipo, não tenho uma leitura favorita.

não tenho muito o que falar, só isso:

"Pior do que a dor do adeus é a certeza do nunca mais" JOGATE



RACHEL
a.k.a KEL

Meu nome é Rachel, mas odeio ser chamada de Rachel (parece que a pessoa tá brigando comigo, sério), prefiro ser chamda de Kel. Tenho 15 anos e não consigo achar uma forma de não deixar isso breguinha.

Tenho um cardeninho onde escrevo tudo o que penso, na maioria das vezes escrevo nas aulas sobre as pessoas a minha volta. Adoro ler por conta própria, odeio ler por obrigação - a causa de eu nunca eu ler os livros da escola.

E queria agradecer a todos voces, que tornaram dessas ferias, umas das melhores (:



LORENA

Meu nome é Lorena Andrade Bichucher, filha de judeus e espiritas, tricolor, extrovertida. Tenho 17 anos, sou apaixonada pelo mistério, pela estratégia, pelo sentimento. Gosto de uma escrita intimista, carnal, erótica. Não concordo nem discordo, muito pelo contrário.


LUAN

Meu nome é Luan de Paiva dos Reis, tenho 17 anos e gosto muito de escrever teatros, filmes (terror, suspense, aventura e romance), novelas e músicas. Esse é meu estilo. Minhas grandes inspirações são quando eu tenho vontade de viver uma coisa e eu não consigo. Eu coloco em minhas escritas, imaginando os momentos que eu quero viver. E quando eu entro na minha história é aí que eu não paro de escrever mesmo; e quando eu vou ver, já escrevi várias páginas. Gosto muito de detalhar e facilitar o máximo entendimento para o leitor e uso palavras do nosso dia a dia e tudo em 2009.







Agora, querido leitor - prepare-se.
A história acaba de ganhar vida.