quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O Telefone

quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Classificação: L
Autor: Bequi





O telefone toca, ninguém atende. Há três anos que o telefone não toca e quando toca, ninguém atende. O telefone é vermelho, seu contraste com a sala escura é grande, seu barulho ecoa pela casa.

Dona Firmina entra na sala, olha o telefone, não acende a luz. Tinha esquecido o som do aparelho, secava as mãos no vestido e andava arrastando os pés, pés que calçavam uma pantufa velha com meias de pares diferentes. Dona Firmina mal enxergava, mas mesmo assim encarava o telefone. Seu telefone.

Não pensava muito, apenas a curiosidade de saber quem ousara discar seu número. Seria engano? Seria um antigo amigo? Ou seria... ah se fosse! Seu ex-marido. Este que a deixara há anos, poderia estar ligando? Seu coração batia, as mãos começavam a suar frio e o telefone tocava. De repente silêncio. Um silêncio atordoante. Dona Firmina aproximou seu ouvido do aparelho. Nada. Nem mais um toque. Sentou-se na poltrona ao lado do telefone. E se tivesse sido ele? E se estivesse arrependido e a procurado por todos esses anos? Começaram as lembranças. Lembrou-se dos bons tempos e de como foi feliz.

O telefone voltou a tocar. Dona Firmina ia atendê-lo alegre, esperançosa. Lembrou-se da espera. Abaixou a mão que quase levantara o telefone do gancho. Lembrou-se da traição. Lembrou-se das brigas. A raiva subiu-lhe à cabeça. Lembrou-se do tapa e da fuga. O telefone continuou tocando. A cada toque, sua raiva aumentava. O telefone tocou uma quinta vez, Dona Firmina tomou coragem, atendeu:

- Alô? – Disse com as mãos tremendo de raiva.

- Bom dia, Dona Firmina?

- Sim – Falou em tom baixo.

- Aqui é do banco Itaú, gostaria de saber se a senhora não está interessada na nova promoção do cartão...

Desligou o telefone, puxou a tomada do aparelho e foi dormir.

domingo, 2 de agosto de 2009

E com vocês, os Dorgados;

domingo, 2 de agosto de 2009


'coloniaferas 012



Abras um livro.


Abriste?

Agora deixes que as imagens venham em tua cabeça e dominem tua mente, deixes que as personagens te iludam e deixes que as palavras, como veneno, enlaçem teu coração e não lhe deixe escapar.

Agora, que estas preso em uma gaiola invísivel, recline-se na cadeira e aproveite, pois a história está prestes a começar...



O grupo Escrita DORGAS foi primeiramente criado na oficina de escrita da Colônia de Feras Kinderland de 2009. O grupo logo se reuniu, animado, e quando vimos - já eramos grandes amigos.

Quando soubemos que a colônia ia ser suspensa, ficamos profundamente tristes; e resolvemos achar um meio de continuarmos juntos, fazendo o que mais adoramos; escrever. Portanto, como estamos na era da internet, tivemos a idéia de criar um blog - e aqui estamos!

Somos apaixonados por escrever, e óbvio, esse blog contará com nossos contos, histórias, crônicas, poemas e muito mais. Os autores? Várias mentes que pensam diferente mas agem igual; que possuem seus corações na ponta da caneta e a alma no papel.





REBECCA
a.k.a BEQUI


Nome: Rebecca Louise F. Rowland, mas gosto muito mais de ser conhecida como Bequi Raiky.
Idade: 15 anos .__.

Gosto muito de ler textos irônicos, ironia santa ironia.
Embora meu gênero favorito seja a ironia, o que eu tenho mais facilidade para escrever são textos góticos e eróticos (não necessariamente juntos xD). Podemos dizer que meus textos são muito mais vermelhos, pretos e azuis. Minha fonte de inspiração são as rosas, sensuais e solitárias, fornecem beleza e dor etc... Também me ajuda escrever ouvindo música.

Meu escritor ídolo: Luíz Fernando Ver!ssimo S2.



BRANCA

Então, meu nome é Branca (é sério), tenho 16 anos e escrevo durante as aulas de física. Leio compulsivamente, de bula de remédio a Balzac. Gosto de quadrinhos. Me ensinaram línguas demais pra eu conseguir falar alguma direito. Quando eu crescer eu quero dar uma de Proust, comer um bolinho e revolucionar a literatura. Ou virar cineasta ou astronauta, ainda não decidi.



FELIPE
a.k.a CHAMEQUINHO

Meu nome é Felipe Chamequinho, tenho 16 anos e só descubro o que escrevo quando estou realmente escrevendo, é do momento. Não tenho grandes aspirações, a escrita é como uma terapia, me dá prazer ( ainda mais quando faz o próximo sentir o mesmo ) e faz com que eu coloque pra fora a minha imaginação. Tento evitar a repetição, mas por mais que eu tente evitar, ela não deixa com que eu evite e acaba fazendo algo que evite o proximo de evitar uma crítica...



EDUARDA
a.k.a EDDIE J.K.

O nome é Eduarda, mas nomes não importam - são apenas feitos para sermos chamados. Sou apenas uma pessoa que segura a caneta ou digita fervorasamente, sou apenas uma icógnita dentro de meus textos; nunca me veem, mas sempre estou lá, detrás das sombras dos personagens e o fogo de suas paixões.

Sou inspirada por Tim Burton, o correr dos ponteiros de um relógio e as emoções a flor da pele e escondidas dentro da alma.

Tenho 14 anos e sou carioca - e escrever não é apenas minha paixão. É minha (dorga) droga.



JOÃO GABRIEL
a.k.a JOGATE

Meu nome é Jogate,vulgo João Gabriel...

Ahh sei lá falar de mim é muito complicado... Gosto de escrever sobre tudo, mas não escrevo bem sobre nada, sempre achei que escrever para mim fosse uma terapia.

Queria falar para vocês que para mim é uma grande satisfação estar escrevendo ao lado de pessoas tão ilustres na minha vida, pessoas que já tem uma importância sem tamanho, pessoas que sei que no futuro serão o que pretendem ser.

Não tenho um estilo ou algo do tipo, não tenho uma leitura favorita.

não tenho muito o que falar, só isso:

"Pior do que a dor do adeus é a certeza do nunca mais" JOGATE



RACHEL
a.k.a KEL

Meu nome é Rachel, mas odeio ser chamada de Rachel (parece que a pessoa tá brigando comigo, sério), prefiro ser chamda de Kel. Tenho 15 anos e não consigo achar uma forma de não deixar isso breguinha.

Tenho um cardeninho onde escrevo tudo o que penso, na maioria das vezes escrevo nas aulas sobre as pessoas a minha volta. Adoro ler por conta própria, odeio ler por obrigação - a causa de eu nunca eu ler os livros da escola.

E queria agradecer a todos voces, que tornaram dessas ferias, umas das melhores (:



LORENA

Meu nome é Lorena Andrade Bichucher, filha de judeus e espiritas, tricolor, extrovertida. Tenho 17 anos, sou apaixonada pelo mistério, pela estratégia, pelo sentimento. Gosto de uma escrita intimista, carnal, erótica. Não concordo nem discordo, muito pelo contrário.


LUAN

Meu nome é Luan de Paiva dos Reis, tenho 17 anos e gosto muito de escrever teatros, filmes (terror, suspense, aventura e romance), novelas e músicas. Esse é meu estilo. Minhas grandes inspirações são quando eu tenho vontade de viver uma coisa e eu não consigo. Eu coloco em minhas escritas, imaginando os momentos que eu quero viver. E quando eu entro na minha história é aí que eu não paro de escrever mesmo; e quando eu vou ver, já escrevi várias páginas. Gosto muito de detalhar e facilitar o máximo entendimento para o leitor e uso palavras do nosso dia a dia e tudo em 2009.







Agora, querido leitor - prepare-se.
A história acaba de ganhar vida.